Celebremos a Santa Páscoa de coração aberto e com bem estar

Category : Espiritualidade

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A Semana Santa é para os cristãos a Semana maior. E diz-se assim não porque seja cronologicamente maior do que as outras, como se tivesse mais dias, mas porque nela os cristãos celebram com intensidade o mistério mais profundo e mais importante a partir do qual toda a realidade adquire sentido. Mais ainda: cada dia da semana santa, e muito especialmente o tríduo pascal (paixão, morte e ressurreição), tem uma tal densidade que concentra em si todo o sentido da história…

Hoje, Quinta-feira santa, celebra-se a última Ceia e a agonia de Jesus no jardim da Oliveiras; amanhã, a Sexta-feira santa é o dia de luto que representa a entrega de Jesus por nós, morrendo na cruz. Sábado Santo é o dia do silêncio de Deus no sepulcro e nesse mesmo dia à noite e Domingo de Páscoa é a celebração da vida eterna.

A Páscoa, do hebraico Pessach que significa passagem, é na verdade a festa cristã mais importante do calendário litúrgico em que se celebra a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte na cruz (ver Sexta Feira Santa)

É uma festa móvel no sentido em que nunca se celebra na mesma data uma vez que se define Sexta Feira Santa, o dia da morte de Jesus na cruz, na primeira Sexta após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio da Primavera  no hemisfério norte e equinócio de Outono no hemisfério sul; nesse Domingo festeja-se a Ressurreição. A Santa Páscoa poderá assim ocorrer entre 22 de Março e 25 de Abril.

Na verdade, Jesus celebrava a Páscoa hebraica com os apóstolos na ultima ceia, a festa da libertação que comemorava a fuga dos judeus da escravidão no Egipto por volta de 1280 a.C. O momento foi de partilha e humildade com os seus amigos apóstolos, a quem lavou os pés num gesto simbólico, revelador e indicador dos cuidados que podemos naturalmente ter com os outros; foi um gesto de bondade, ternura, humildade e generosidade que marcou para sempre os que O seguem e acreditam que a bondade expressa se reflecte em cada um e nos outros.

Celebremos pois de coração aberto e com bem estar mais uma Santa Páscoa

O tempo da Quaresma: reconciliação e bem estar

Category : Espiritualidade

desertoHoje quarta-feira de cinzas começa a Quaresma, para os Católicos o tempo de preparação para a Páscoa, habitualmente um período reservado para a reflexão e conversão espiritual.

Os 40 dias que nos separam da maior festa dos cristãos, a Páscoa, lembram os 40 anos de deserto do povo de Israel em busca da libertação e os 40 dias de jejum de Jesus a inspiração para este tempo especial de reflexão e penitência que culmina na Sexta-feira santa, e Domingo de Ressurreiçao .

É um tempo especial de maior aproximação a Deus, de mais profundidade espiritual em que os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre as suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, o renascimento espiritual, a reconciliação; o cristão recebe simbólicamente as cinzas na eucaristia de hoje, intensifica a prática dos princípios essenciais da sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor, proporcionar o bem aos outros, recolher em oração e penitência, preparar o espírito para acolher Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa e com Ele renascer.

Todas as religiões têm períodos voltados para a reflexão; nos hábitos da disciplina religiosa cada doutrina religiosa tem o seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa penitência;  o roxo no tempo da quaresma não significa luto e sim simboliza que a igreja se prepara espiritualmente para a grande festa da Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo.

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias, a Quaresma tal como hoje a vivemos.

É um tempo especial e o Bem-Estar também passa por aqui…

Teresa de Saldanha, o lema e a prática: fazer o Bem, sempre.

Category : Notícias

I14Passaram, no dia 8 deste mês de Janeiro, 100 anos que Madre Teresa de Saldanha partiu da vida terrena onde deixou uma obra, já na época, de grande alcance.  Tivemos o privilégio de acompanhar este fim de semana a extraordinária comemoração em sua homenagem organizada pelas irmãs Dominicanas em Fátima, com uma missa celebrada pelo Senhor Cardeal D. Manuel Clemente na Basílica da Santíssima Trindade, um almoço na Casa das Irmâs Dominicanas e um evento no Centro Pastoral Paulo VI onde, além de vários membros da família Saldanha descendentes do seu irmão e sobrinhos, estiveram alunos da escola de S. José de Benfica e respectivas famílias, assim como representantes de diversas casas da congregação de varios pontos do país, participando igualmente através de gravações em filme, todos os centros espalhados pelo mundo desde Albânia, Angola, Moçambique, Timor, Estados Unidos, Brasil, Paraguai: deveras impressionante! À data da sua morte corria já a fama de santidade de Madre Teresa e até então fundara  27 casas sendo 17 em Portugal, 6 no Brasil, 1 na Bélgica, 2 nos E.U.A. e 1 em Espanha. O seu lema e pratica que tem inspirado tantos, chega ao coração de muitos pelo mundo: fazer o bem, sempre

Actualmente decorre o Processo de Canonização de Madre Teresa de Saldanha: aberto em Portugal a 6 de Novembro de 1999 encerrou a 17 de Novembro de 2001 e foi posteriormente entregue em Roma a 14 de Fevereiro de 2002.

A sua vida foi marcante pela obra que deixou e hoje, passado tanto tempo já, os frutos da sua fé, entrega e perseverança continuam a chegar a tantas pessoas. Numa época em que não era nada comum uma senhora tomar as rédeas de qualquer iniciativa que fosse e nem sequer seria bem vista ao fazê-lo, num tempo em que a própria igreja estava enfraquecida, Teresa de Saldanha foi a primeira mulher fundadora de uma congregação religiosa em Portugal após o regime liberal ter decretado a extinção das ordens religiosas em 1834.

De personalidade forte, determinada, organizada, uma notável capacidade de liderança e de trabalho, culta e piedosa, imprimiu os seus valores em todas as acções que realizou ao longo da vida, movida pela sua grande paixão a Deus e dedicação aos mais desprotegidos tendo-se tornado numa grande figura feminina que se adiantou ao seu tempo.

Proveniente de uma família nobre, Teresa nasceu no dia 4 de Setembro de 1837 no Palácio da Anunciada, na Rua das Portas de Santo Antão em Lisboa. Filha de João Maria do Sacramento de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa e de Isabel Maria de Sousa Botelho, terceiros condes de Rio Maior, foi baptizada no dia seguinte ao seu nascimento na Capela do Palácio da Anunciada e, em 1848, fez a Primeira Comunhão no altar de Nossa Senhora da Conceição, na Igreja dos Inglesinhos, em Lisboa.

De estado de saúde débil e preocupante Teresa foi acompanhada desde cedo com a permanente presença e dedicação da mãe que teve um papel preponderante na sua orientação ensinando-lhe letras (português, história, francês, inglês e alemão), os princípios da música e da arte colaborando com professores particulares escolhidos por si e  iniciando-a na prática da misericórdia através da Associação de Nossa Srª Consoladora dos Aflitos que fundou em 1849 dedicada ao socorro das famílias que viviam na pobreza.

Em 1855, com dezoito anos, ao pintar o Ecce Homo, Teresa sentiu o primeiro apelo místico e fez voto de castidade e um ano mais tarde redigiu um escrito onde declarou claramente a sua opção de exclusividade a Deus e ao serviço dos pobres.

Dirigiu o Colégio de Stª Marta para Meninas Pobres, apoiado pelas Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo uma comunidade de freiras francesas que se encontravam em Portugal exercendo a sua missão de atender aos pobres e desprotegidos. Em 1859 fundou em Lisboa com algumas amigas e dirigiu durante toda a sua vida a Associação Protectora das Meninas Pobres com Estatutos aprovados pela Santa Sé, a 21 de Abril de 1863, que veio a estar na origem da fundação, daquela que teve depois grande alcance pelo mundo, a Congregação Portuguesa das irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena em 1868.

Dedicou-se assim à educação de crianças pobres, à alfabetização e promoção de raparigas operárias através de aulas externas trabalhando  em grande medida com as irmãs da caridade francesas que, subitamente em 1862, foram expulsas de Portugal, deixando Teresa inconformada com a situação que abria uma grande lacuna assistencial. Teresa já tinha manifestado à sua mãe o desejo de ser religiosa e à sua cunhada, a Marquesa de Rio Maior, a intenção de ingressar nas Irmãs da Ordem Terceira de S. Domingos, em Stone/Inglaterra onde já tinha sido aceite contudo, o pai opusera-se completamente à sua saída para o estrangeiro; ao mesmo tempo ela própria via a necessidade do seu país e o chamamento de Deus em fundar uma congregação que se dedicasse ao serviço dos mais pobres e desfavorecidos da sociedade.

“Cheia de desejos de me consagrar ao serviço de Deus, vendo grandes dificuldades em obter dos meus pais licença para deixar para sempre Portugal; vendo também a necessidade de estabelecer em Portugal uma ordem religiosa ativa, que se ocupasse de pôr em prática todas as obras de misericórdia, comecei a pensar profundamente no ano de 1864, tinha eu 27 anos de idade, como seria possível pôr em prática os meus ardentes desejos, seguindo em tudo e por tudo a Vontade de Deus… Mas Deus que me inspirava estes desejos e que sabia bem o meio de os pôr em prática, olhava sem dúvida para mim com ternura, do alto da Sua grandeza, servindo-se das minhas dúvidas e vendo ser fácil o que a mim me parecia impossível! 

(Notas particulares da M. Teresa de Saldanha)

68040_372960279448757_627999955_nSó em 1887 conseguiu realizar o seu sonho quando tomou o Hábito e iniciou o Noviciado a 18 de Abril com o nome de Irmã Teresa Catarina Rosa Maria do Santíssimo Sacramento. Fez a Profissão Religiosa a 2 de Outubro e foi nomeada a primeira Superiora Geral da congregação a 9 de Novembro, com licença especial de Breve de 21 de Dezembro de 1887 emitida pelo Papa Leão XIII. Estes acontecimentos culminaram com a tomada de posse do cargo de Superiora Geral no dia 15 de Janeiro de 1888 e, mais tarde, em 2 de Outubro de 1892, com a Profissão Perpétua.

Teresa de Saldanha distinguiu-se também na pintura onde aprendeu com os mestres Mr. Leberthais (carvão) e Tomás José da Anunciação (aguarela e óleo), revelando grande talento para pintar paisagens, retrato ou motivos profanos e uma preferência pela iconografia religiosa. Deixou obras de grande qualidade pictórica que foram estudadas por alguns especialistas, como António Quadros numa conferência proferida em 1988, nos 150 anos do seu nascimento, na Fundação Calouste Gulbenkian, intitulada Romantismo e Misticismo na Pintura de Teresa de Saldanha. Destacam-se nas suas obras: dois auto-retrato e vários retratos de família (primeiros carvões, 1851), Ecce Homo (1855-1856), carvões, aguarelas e óleos (1856), Painel do Sagrado Coração de Jesus e S. João Baptista (Goa, 1865), Santa Brígida (Convento das Inglesinhas, 1865), Nossa Senhora e o Menino Jesus (Hospital de S. Luís das Irmãs da Caridade Francesas, 1865), Painel em honra da Beata Maria dos Anjos (1865), as últimas produções pictóricas (1869), a Mater Dolorosa e Santa Rosa de Viterbo.

Deixou também um grande espólio literário de escritos pessoais e de circunstância, nomeadamente notas autobiográficas e das suas memórias, orações, cartas, relatórios e contas. Morreu com fama de santidade numa pequena casa alugada na Rua Gomes Freire, n.º 147, em Lisboa, no dia 8 de Janeiro de 1916 com setenta e oito anos, completamente despojada dos seus bens que lhe tinham sido retirados com a implantação da República. As exéquias foram realizadas na Igreja do Corpo Santo, em Lisboa e o seu corpo foi sepultado no jazigo da congregação no Cemitério de Benfica, na mesma cidade, onde hoje repousa.

A sua memória, que continua viva nos corações tocados pela sua bondade e perseverança, serviu ao longo dos anos de inspiração à realização de diversas comemorações relacionadas com a sua vida e obra e com a congregação que fundou, através da publicação de livros, biografias e artigos, fotografias, conferências, exposições, peregrinações, programas de rádio e televisão, dramatizações.

Fazer o bem, sempre. O bem estar passa por aqui

 

 

 

 

 

 

 

A semana maior até à Páscoa com fé, amor e bem estar.

Category : Espiritualidade

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A Semana Santa é para os cristãos a Semana maior. E diz-se assim não porque seja cronologicamente maior do que as outras, como se tivesse mais dias, mas porque nela os cristãos celebram com intensidade o mistério mais profundo e mais importante a partir do qual toda a realidade adquire sentido. Mais ainda: cada dia da semana santa, e muito especialmente o tríduo pascal (paixão, morte e ressurreição), tem uma tal densidade que concentra em si todo o sentido da história…

Na Quinta-feira santa celebra-se a última Ceia e a agonia de Jesus no jardim da Oliveiras; Sexta-feira santa o dia de luto em que Jesus se entregou por nós, morrendo na cruz. Sábado Santo é o dia do silêncio de Deus no sepulcro e Domingo de Páscoa a celebração da vida eterna.

A Páscoa, do hebraico Pessach que significa passagem, é na verdade a festa cristã mais importante do calendário litúrgico em que se celebra a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte na cruz (ver Sexta Feira Santa)

É uma festa móvel no sentido em que nunca se celebra na mesma data uma vez que se define Sexta Feira Santa, o dia da morte de Jesus na cruz, na primeira Sexta após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio da Primavera  no hemisfério norte e equinócio de Outono no hemisfério sul; nesse Domingo festeja-se a Ressurreição. A Santa Páscoa poderá assim ocorrer entre 22 de Março e 25 de Abril.

Na verdade, Jesus celebrava a Páscoa hebraica com os apóstolos na ultima ceia, a festa da libertação que comemorava a fuga dos judeus da escravidão no Egipto por volta de 1280 a.C. O momento foi de partilha e humildade com os seus amigos apóstolos, a quem lavou os pés num gesto simbólico, revelador e indicador dos cuidados que podemos naturalmente ter com os outros; foi um gesto de bondade, ternura, humildade e generosidade que marcou para sempre os que O seguem e acreditam que a bondade expressa se reflecte em cada um e nos outros.

Celebremos pois de coração aberto e com bem estar mais uma Santa Páscoa.

Bem Estar no Advento: preparamos com Amor o Natal

Category : Espiritualidade

Sempre com o espírito do Bem Estar presente relembramos o Advento que agora começa e durante o qual preparamos a festa do Natal, muito para lá do que é material, mas essencialmente no que representa como festa especial do Amor, da Família, da Fraternidade. Este Domingo é o primeiro dos quatro Domingos do  Advento, as quatro semanas que antecedem o Natal no Ano Litúrgico. A liturgia do Advento caracteriza-se pela preparação, como a própria palavra indica no seu significado latino adventus que quer dizer chegada. Advento é portanto o tempo de espera  mas também de preparação para o nascimento de Jesus em que os cristãos celebram o Amor, a Família, a Fraternidade.

O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Hispânia. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI quando a Igreja  Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse também com solenidade, como se preparava a Páscoa embora a Páscoa tenha sido sempre a celebração mais importante. Nessa altura o  tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido  para quatro domingos, tal como hoje celebramos.

Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, pela sua forma circular, simboliza a esperança e convida à alegria. Ao que se sabe, a coroa teve a sua origem no século XIX no norte da Alemanha e os católicos adotaram mais tarde este costume da coroa do  Advento, já no início do século XX. Na confecção da coroa são usados ramos de  pinheiro e cipreste, as únicas árvores cujos ramos não perdem as folhas no outono  e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes simbolizam a vida que permanece, sinal evidente de Fé e Esperança. Formando um circulo, a coroa traduz o simbolismo da figura sem começo nem fim,  representando a perfeição, a harmonia, a eternidade.

Na coroa também são  colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai  assim aumentando à medida que se aproxima o Natal, festa da Luz que é o nascimento de Cristo. A cor das quatro  velas, em quase todas as partes do mundo, é geralmente a cor vermelha se bem que, por vezes, quando se usam velas roxas uma delas é cor de rosa pois no Terceiro Domingo do Advento (Gaudete), assim como no quarto Domingo da Quaresma  (Laetare) celebra-se a Alegria cuja cor litúrgica é o cor de rosa.

Preparemos então a celebração de mais um Natal com Amor e Bem Estar.

 

Bem Haja S. Martinho e o Bem Estar!

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Category : Personalidade

O dia 11 de Novembro celebra a bonita lenda de S. Martinho que hoje evocamos com enorme carinho no nosso blog; é que se trata mesmo duma inspiração para o bem estar!

Este dia é uma das celebrações que marcam o Outono e que imediatamente nos lembram em termos práticos a festa, o bom tempo, as castanhas, o magusto, e em termos espirituais e afectivos nos levam  aos grandes valores como a caridade, o amor, a partilha.

A lenda de São Martinho conta que certo dia, um soldado romano chamado Martinho montado no seu cavalo, estava a caminho da sua terra e encontrou um mendigo quase sem roupa cheio de frio que lhe pediu esmola; Martinho não hesitou e rasgou a sua capa de militar em duas para dar uma metade ao mendigo que assim se podia proteger do frio. Preparava-se para seguir caminho quando subitamente o frio parou, o sol ficou radioso e o tempo aqueceu. Diz-se que este acontecimento resultou miraculosamente do acto de bondade de Martinho, o calor que veio a chamar-se o verão de S. Martinho

Bem haja S. Martinho pelo acto de bondade que inspira e aquece em cada ano o nosso coração, mesmo quando chove…

Em Portugal celebra-se este dia com a festa do Magusto em que todos se juntam em volta da lareira, comem-se as castanhas e bebe-se a saborosa jerupiga.

O bem Estar também passa por aqui.

 

Alguns provérbios de São Martinho:

  • Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
  • Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
  • No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho.
  • No dia de S. Martinho, castanhas, pão e vinho.
  • No dia de S. Martinho com duas castanhas se faz um magustinho.
  • Dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.
  • Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
  • Pelo S. Martinho, todo o mosto é bom vinho.

 

E eis que estamos na “Passagem” – a Santa Páscoa, festa da vida!

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Category : Espiritualidade

E eis que chegamos à Páscoa também designada no Antigo Testamento por Passagem como a festejam os judeus que recordam neste tempo a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro do Êxodo.

Para os Cristãos a Páscoa ganhou um novo sentido que transparece no Novo Testamento;  descrita pelos quatro evangelistas  é na verdade a festa mais importante da Igreja. Após a preparação na Quaresma e chegada a Semana Santa, aproximam-se os dias mais importantes para a fé cristã que relembram a ultima ceia, a prisão, a tortura, morte e finalmente a Ressurreição de Jesus.

A Páscoa é a festa da Ressurreição em que Jesus vence a morte para mostrar o valor da vida; esse dia é depois estendido por mais 50 dias até o Domingo de Pentecostes (comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo)

O lado doce da Páscoa é simpático e completa o espírito, mas vai muito além dos coelhinhos e ovos de chocolate; veja este pequeno filme aqui para relembrar o que é realmente a Páscoa e porque criamos o hábito de desejar aos outros  uma Feliz Páscoa.

O Bem Estar também passa por aqui

O tempo da Quaresma

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Category : Acreditar

Hoje quarta-feira de cinzas começa a Quaresma, para os Católicos o tempo de preparação para a Páscoa, habitualmente um período reservado para a reflexão e conversão espiritual.

Os 40 dias que nos separam da maior festa dos cristãos, a Páscoa, lembram os 40 anos de deserto do povo de Israel em busca da libertação e os 40 dias de jejum de Jesus a inspiração para este tempo especial de reflexão e penitência que culmina na Sexta-feira santa, e Domingo de Ressurreiçao .

Num tempo especial de maior aproximação de Deus visando o crescimento espiritual, os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre as suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal; o cristão intensifica a prática dos princípios essenciais da sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor, proporcionar o bem aos outros, recolher em oração e penitência, preparar o espírito para acolher Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa e com Ele renascer.

Todas as religiões têm períodos voltados para a reflexão; nos hábitos da disciplina religiosa cada doutrina religiosa tem o seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa penitência;  o roxo no tempo da quaresma não significa luto e sim simboliza que a igreja se prepara espiritualmente para a grande festa da Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo.

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias, a Quaresma tal como hoje a vivemos.

É um tempo especial e o Bem-Estar também passa por aqui…