Os sacos de plástico e a paradignamização

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Category : Opinião

Estive a ler uma revista de informação, destas que saem todas as semanas e deparei-me com um comentário extraordinário.

Há um senhor, que foi júri num programa de grande audiência, que diz “odeio as meninas dos supermercados que não põem as compras nos sacos de plástico”.

É extraordinário, não é?

Quando vou ao supermercado ou às compras faço questão de levar os meus próprios sacos ou de dizer que não quero saco de plástico, ou outro qualquer. É uma das minhas contribuições para o ambiente. Os sacos de plásticos são objectos úteis sem dúvida, mas de outros tempos, de outro século, do antigo paradigma.

No novo paradigma, estamos noutra completamente. As regras mudaram. Temos de voltar ao que é verdadeiramente importante e pensar que temos de contribuir para o ambiente e uma das formas mais simples e mais básicas de o fazer pode começar por deixar de usar sacos de plástico.

Há alguns supermercados que já cobram pelos sacos. Parece-me muito bem. Deveriam cobrar ainda mais para que as pessoas os usassem apenas quando fosse absolutamente indispensável.

O caminho da paradignamização* está lançado e nada o pode parar.

Quero, portanto, agradecer ao senhor que “odeia as meninas dos supermercados que não põem as coisas nos sacos de plástico” por chamar a atenção para uma causa super importante e que é geralmente subestimada.

*A paradignamização é a dinamização do novo paradigma de forma sustentável, onde paradignamizar, paradignamizante, paradignamizável são uma constante.

100º post do bem-estar

Category : Opinião

Ia-me preparar para escrever um post com excelentes notícias sobre as medalhas ganhas pelas equipas Portuguesas de canoagem na Taça do Mundo, em Poznan na Polónia, quando reparei que este é o 100º post no nosso blog.

É um marco importante.

Ao longo destes curtos meses desde que o www.blogdobemestar.eu viu a luz da internet, lol, já tivemos posts sobre variadíssimos temas, comentários de leitores, contribuições de bloggers convidados, os nossos posts já foram referenciados noutros blogs, em vários trabalhos, etc.

Neste 100º post quero aproveitar para agradecer a todos e a todas o apoio que nos têm vindo a dar e renovar o nosso compromisso em mantermos sempre este blog actualizado e dinâmico.

Muito obrigado!

O despertar das sincronicidades

Category : Opinião

Movimento Despertar Portugal

Há dias, uma amiga mandou-me uma informação sobre uma palestra intitulada “Despertar Portugal” dizendo que já tinha assistido a uma e que tinha gostado muito.

Fiquei curioso e intrigado e decidi ir com a Ana e ainda levámos mais uns amigos.

Logo à entrada encontrei a Inês, que já não via há bastante tempo e que estava radiosa. Trocámos umas palavras e fomo-nos sentar para assistir à palestra que correspondeu em tudo às minhas expectativas.

O Movimento Despertar Portugal é muito interessante, totalmente dans les temps e alinhado com a nossa forma de estar e de ver a vida. É um Movimento que está mesmo no início, balbuciante, tal como foi dito, no entanto já muito genuino e autêntico.

Recomendo uma visita ao blog, que se informe sobre as próximas palestras e que vá assistir. Isto, claro está, se está disposto/a a despertar e sair da ilusão adormecida das massas.

Entretanto, no final, falei à Inês nos Seminários de Bem-Estar que temos vindo a organizar e fiquei de lhe mandar um convite para o próximo, que é já no dia 16.

Quando estava a pensar no post que queria escrever hoje no nosso blog e que queria que fosse sobre a palestra de ontem à noite, mas ainda não sabia como lhe “pegar”, lembrei-me “tenho que mandar o convite à Inês”. Mandei-o logo  e recebi uma resposta passados 2 ou 3 minutos agradecendo o convite e mandando-me um link para o blog dela.

Fui ler e mais uma vez fiquei pasmado com as sincronicidades que a vida tem, sobretudo no caso dela, mas também no meu, que estava à procura da melhor forma para abordar o tema de Despertar Portugal e esta me surgiu de uma forma tão rápida e simples.

Sistema de activação reticular, o nosso GPS

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Category : Opinião

Mais info em www.pedrovieira.net

Estive agora a ler o post de hoje do blog do Pedro Vieira, especialista em Neuroestratégia.

O tema é: “Pessoas boas vêem pessoas boas” e partilho a opinião do Pedro e gosto muito do exemplo que deu sobre as lentes.

No entanto e para além dos estudos académicos citados, vou mais longe no sentido de dizer que as pessoas vêem aquilo que quiserem (ou não) ver.

No nosso sub-consciente temos uma “coisa” chamada sistema de activação reticular. É como um radar que nos faz vibrar numa determinada frequência e encontrar quem ou o que está a vibrar nessa mesma frequência.

Exemplo: no nosso dia a dia não costumamos ver carros cor de laranja ou verde alface por hipótese, mas um dia pensamos que seria divertido termos um carro numa dessas cores. Seguramente deve haver pouquíssimos carros nessas cores, mas como passámos a vibrar nessa frequência o nosso sistema de activação reticular vai trazer-nos ao nosso consciente todos os carros laranja ou verde alface que se cruzem connosco.

Estou certo que já viveram uma experiência dessas, não já?

E isto funciona para todos os aspectos da nossa vida e em relação a tudo em que nós pensamos.

É fantástico, não é?

O paradoxo das vacas

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Category : Opinião

Há um tema que adoro.

É controverso q.b. e um verdadeiro paradoxo. Qual o tema?

As vacas.

Quando se olha para a nova pirâmide alimentar, vê-se que na base está beber água e fazer exercício físico e que no topo, entre outras coisas, está a carne vermelha, ou seja, de vaca. Logo, a ser evitada ou a ser consumida esporadicamente.

Para as fazer crescer mais e mais depressa, para evitar que estejam doentes, etc dá-se às vacas hormonas e anti-bióticos. Humm!

Parece que arrotam qualquer coisa como 200 vezes ao dia e que de cada vez soltam metano, um dos gazes mais nocivos e uma das principais causas do aquecimento global. Contribuem tanto ou mais para o aquecimento global do que os carros e os aviões juntos. Humm!

Nas explorações intensivas causam detritos que contaminam os solos e os sub-solos. Humm!

Nas explorações extensivas é preciso abater árvores para criar mais áreas de pasto. Humm!

Quando uma árvore é abatida obviamente deixa de absorver CO2 e de libertar O2. O menos óbvio é que liberta de uma vez todo o CO2 que acumulou ao logo do tempo. Humm! Humm!

Pois…

A Indonésia converteu-se num dos países mais poluídos do mundo em pouquíssimo tempo, não devido a uma rápida industrialização do país, mas sim por causa da deflorestação e da enorme quantidade de árvores abatidas. Humm!

Diz-se ainda que a carne de vaca não é boa para o colestrol, obesidade e uma quantidade de outras doenças. Humm!

Há quem diga também que o leite de vaca é uma das principais causas das alergias, que é extremamente indigesto e que não se absorve cálcio nenhum através desse leite. Humm!

O défice da segurança social não pára de aumentar. Humm!

Peço que me expliquem o seguinte:

Se realmente é verdade tudo o que foi dito acima então porque é que os governos, que dizem que querem reduzir o aquecimento global e que gastam ziliões em tecnologias verdes, continuam a dar subsídios para as explorações bovinas?

Há alguém que me consiga explicar este contrasenso absurdo?

Corpo perfeito vs boa saúde

Category : Opinião

Como podemos observar todos os dias pelas mensagens que nos chegam sob diversas formas, vivemos numa sociedade que está cada vez mais obcecada com o mito do corpo perfeito.

Esta simples ilusão, que afecta mais as mulheres do que os homens, causa uma carga de stress emocional absolutamente tremenda.

No passado, a vida do dia-a-dia obrigava as pessoas a mexerem-se e a fazer exercício. Tinham que cortar lenha, buscar água, andar a pé e por aí fora. Hoje em dia, temos muitas comodidades que facilitam as nossas vidas por um lado e por outro tornam-nos preguiçosos e sedentários.

A agravar a situação, a qualidade da alimentação disponível tem vindo a degradar-se. Está mais prática, mas pior. São os inconvenientes do chamado progresso.

Com a pressão mediática do corpo perfeito acabamos por fazer exercício a mais, comer de menos e o pouco que se come é de baixa qualidade.

Será que vale a pena?

2011 uma oportunidade para recomeçar

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Category : Opinião

2010 está a chegar ao fim e 2011 está a começar.

É formidável poder pensar que de cada vez que alguma coisa acaba, outra começa, num renascer continuado, num virar de página seguido, garantindo sempre inúmeras oportunidades para começar de novo e deixar para trás o que já lá vai.

A semana entre o Natal e o fim do ano é um excelente momento para abrandar, reflectir, planear e definir objectivos.

É uma óptima altura também para passar tempo de qualidade com as pessoas de quem mais gostamos. É nesta época que muitas pessoas que vivem longe umas das outras se reencontram, se aproximam e se re-aproximam.

São dias de grande tranquilidade que devemos aproveitar da melhor forma e com as melhores intenções.

Quando chega o fim do ano aproveito sempre para fazer um balanço do ano transcorrido, analisar o que foi feito e definir novas metas para o novo ano. Estou com a minha família, falo com os meus amigos, desejo as Boas Festas a muitas pessoas. Agradeço tudo o que tenho e o que está para vir. É uma época formidável e um excelente momento para recomeçar.

2011 vai ser um ano de desafios importantes para os quais me tenho vindo a preparar e que vou enfrentar com gosto e com vontade. Os objectivos são ambiciosos, as perspectivas são muito boas e estou mais animado do que nunca.

Desejo a todo(a)s um ano 2011 cheio de paz, amor, abundância e muito bem-estar.

Desejo também que seja o ano em que vai libertar todo o potencial que tem dentro de si.

O chocolate!

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Category : Opinião

Quando comecei a escrever este post não fazia a menor ideia do que ia sair daqui. A Ana chamou-me guloso porque eu comi 2 quadradinhos de chocolate (eu achei que comi pouquíssimo e que podia ter comido a tablette toda sem qualquer esforço) e, de repente, o tema “Chocolate” pareceu-me interessantíssimo. Fui escrevendo e as “coisas” começaram a alinhar-se e temos agora este chef d’oeuvre de literatura blogista, como já vão ter oportunidade de ler.

Este começar a escrever sem saber para onde se vai é fantástico, não é verdade? Explica mais uma vez, com um exemplo muito prático que a transpiração precede mesmo a inspiração. Esse é um outro tema que será abordado brevemente.

O chocolate mexe connosco e com os valores que nos foram incutidos desde a nossa mais tenra idade. A grande maioria das pessoas adora chocolate. Já sei que não são todas as pessoas e que há outras que só gostam, mas que não adoram. Há gostos para tudo, no entanto, repito, a grande maioria das pessoas adora chocolate.

Umas preferem o preto, outras o de leite, outras ainda o branco (não entendo estas, mas enfim), outras ainda que o que gostam mesmo é de chocolate com passas, com avelãs, com peppermint (hortelã pimenta era um bocado comprido para estar a escrever e não soa tão bem, lol), com alcóol, pralinés, etc. Os vários tipos de chocolate são praticamente ilimitados. Até há lojas que têm chocolates com pimenta, com canela, com baunilha, com…, com…, com…

Tenho que fazer aqui um parêntisis para agradecer os “…” que são, de facto, uma das melhores invenções da escrita. Servem para tudo e mais alguma coisa…

Bom, voltando à vaca fria, ou neste caso, mais concretamente, ao chocolate quente hehehe, vou fazer mais uma pergunta: porque é que gostamos tanto de chocolate? Porque será ? Na realidade, o chocolate é intragável, não se pode comer assim sem mais nem menos. É como as azeitonas – lol – que antes de se poder comer têm que ser preparadas. O chocolate é a mesma coisa. Antes de se poder comer tem que ser preparado e já vimos que o pode ser de milhentas maneiras distintas.

Portanto,

Pergunta: porque é que gostamos tanto de chocolate?

Resposta: porque o chocolate faz-nos sentir bem!

Já estou a “ouvir” os vários comentários, do género “faz-nos sentir bem??? mas que ganda treta! Este tipo é maluco ou… ou … ou …”, mas a resposta é mesmo essa. Gostamos, adoramos, amamos chocolate porque o chocolate faz-nos sentir bem. Nem mais nem menos.

As características físicas do chocolate são totalmente secundárias. Não interessam. Nós é que lhes damos o significado e/ou a importância que quisermos. Até temos casos em que há dias que gostamos mais e dias em que gostamos menos do mesmo chocolate. Até pode ser que o fabricante tenha mudado alguns ingredientes, mas em princípio a alteração do gosto é insignificante. Somos nós – cada um de nós – que o definimos. Porque será?

Repito, porque o chocolate nos faz sentir bem. Passo a explicar.

Quando somos pequenos e nos magoamos, por exemplo ou estamos tristes por uma razão qualquer, o que é que os nossos avós, por vezes pais, faziam? Para não chorarmos mais dávam-nos um chocolate ou um bombom ou um rebuçado. Resultado? Parávamos de chorar… e quanto mais doce fosse, mais rápido parávamos com o choro. Quem é que não se lembra de uma história destas ou não se identifica com esta situação?

Passámos todos por isto. O que acontece é que desde muito pequenos que associamos comer um chocolate com passarmos a sentir-nos melhor. Criámos uma ligação emocional muito forte com o chocolate. É por isso que quando nos sentimos “em baixo” comemos o primeiro chocolate, ou um bolo, ou um doce que nos passar pela frente, mesmo se não gostarmos muito desse “modelo” específico de chocolate, ou bolo, ou doce. Mas passamos a sentir-nos melhor…

É evidente, não é?

A produtividade e as férias

Category : Opinião

Este é um tema deveras interessante. Tem pano para mangas, sobretudo cá em Portugal, um dos países menos produtivos da UE.

Será que é mesmo assim?

Em regra geral, somos um país menos produtivo do que outros da UE, mas também somos um país onde a formação é mais precária ou mesmo inexistente, nalguns sectores. Há um claro relacionamento entre a formação e a produtividade, porque as empresas portuguesas onde existe uma formação continua e como deve ser, têm uma produtividade igual ou superior a qualquer outro país.

Mas não é deste tipo de produtividade que quero falar, pois é um tema super chato e pesado.

O que venho falar é de um tipo de produtividade especial… o de antes de ir de férias!

Sabe qual é? Aquele em que tem as férias marcadas e seja como fôr VAI DE FÉRIAS… e ainda está tudo por fazer?

Essa produtividade é super interessante.

Porque será que parece que não vamos conseguir ter as coisas prontas/feitas antes das férias, mas depois, como que por milagre, consegue-se fazer tudo?

Como é que tudo isto é possível?

É muito simples:

1. Temos objectivos concretos e definidos – ir de férias com os assuntos pendentes todos resolvidos.
2. Temos um prazo – o dia em que começam as férias (ou que acaba o trabalho).
3. Estamos determinados – seja como fôr, vamos de férias e tem que estar tudo resolvido.
4. Não temos dúvidas – sabemos o que queremos e apesar de não sabermos muito bem como, “sentimos” que vamos conseguir.

Portanto, pelo simples facto de termos estes 4 elementos muito bem definidos, é evidente que vamos conseguir ter tudo pronto a tempo de irmos de férias descansados e com os assuntos pendentes tratados.

Agora, o que é muito interessante, é que se aplicarmos estes 4 elementos a tudo na nossa vida, vamos passar a poder ter, ser, fazer tudo aquilo que quisermos.

É aqui que entram em campo uma série de leis universais, fundamentais para as nossas vidas. Estas leis existem e estão à nossa disposição para nos ajudarem. Se não as soubermos utilizar ou se não tivermos conhecimento da sua existência ou da sua mecânica, vamos andar um bocado perdidos. Se as conhecermos e soubermos utilizar, não há limites. Podemos ter, ser, fazer o que quisermos.

O que acontece é que ninguém nos ensina estas coisas no dia-a-dia. Portanto, primeiro temos de saber que existem, depois temos de ter vontade de as aprender e depois ainda procurar quem ensine…

O que é muito interessante é que quando o aluno está pronto, o mestre aparece.

Magia no ar

Category : Opinião

Estamos a entrar na quadra Natalícia. Para muitas pessoas é a melhor altura do ano.

Para outras… não é.

Seja qual for o gosto de cada um(a) o que é inegável é que nas semanas que aí vêem há algo especial no ar. É mais fácil estar bem disposto, agradecer, ser simpático. Os olhos das crianças brilham mais, com o entusiasmo e a excitação do Grande Dia.

As ruas estão mais alegres, iluminadas à noite com magníficos arranjos.

Pessoalmente, não sei explicar.

Por um lado, falta-me a paciência para o frenesim que se avizinha.

Por outro, ADORO.

Há magia no ar. Já se sente. Que bom.