Hábitos saudáveis: saiba como pode influenciar positivamente os tratamentos de fertilidade

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Hoje o post no blog do bem estar é de novo especialmente dirigido ao bem estar das mulheres, desta vez em parceria com a  Mater Prime

Os hábitos saudáveis sempre influenciam uma melhor qualidade de vida, mais bem-estar e mais saúde, independe de homem ou mulher e da idade. As atividades físicas, a alimentação saudável, quantidade adequada de sono sempre são fatores positivos, mas no caso das mulheres que tentam engravidar eles são ainda mais essenciais para o sucesso da gravidez e também para um parto saudável.

Muitos casais têm problemas para engravidar e precisam de optar por tratamentos de fertilidade para terem sucesso na gestação. Nesses casos, os hábitos saudáveis podem influenciar assistencialmente na fertilidade, pois são diversos os fatores que podem ser benéficos ou prejudiciais a fertilidade, tanto feminina quanto masculina.

Quando o casal tem dificuldades de engravidar após um ano de tentativas, o indicado é que se procure uma clínica especializada onde serão investigadas as causas da infertilidade. Durante este período, no entanto, é fundamental que o casal mantenha hábitos saudáveis, como:

  • Prática de atividades físicas
  • Alimentação equilibrada
  • Períodos regulares de sono
  • Manter-se afastado de vícios: álcool, cigarro e drogas

Fatores de infertilidade

Alguns hábitos diários influenciam diretamente na qualidade do material genético tanto do homem como da mulher e diversos fatores podem influenciar negativamente na qualidade dos espermatozoides e óvulos. Entre os aspectos negativos que devem ser evitados estão:

  • stress
  • excesso de peso
  • sedentarismo
  • uso permanente de medicamentos

Dessa forma, é importante que antes mesmo de procurar uma clínica e considerar a realização de tratamentos de reprodução assistida, o casal procure ao mesmo tempo as alterações no estilo de vida que vão influenciar positivamente no sucesso da gravidez.

Como inserir novos hábitos no dia a dia?

O suporte do casal um com o outro é fundamental para o sucesso da empreitada. Comecem com o fator sono, pois com a quantidade adequada de sono todas as noites será mais fácil iniciar a prática de desporto e haverá mais disposição para o dia a dia.

A alimentação também será um fator fundamental para regular fatores como peso, stress e nutrientes no organismo, favorecendo ainda a energia, a disposição e o bem-estar. Por fim, comece a praticar desporto regularmente, respeitando os limites do corpo, e com o tempo intensifique a quantidade e a intensidade dos exercícios.

O bem estar pasa mesmo por aqui.

Benefícios da atividade física: o bem estar durante a gravidez

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shutterstock_250763059shutterstock_61273855Hoje o post no blog do bem estar é especialmente dirigido aos muitos leitores que nos têm seguido no Brasil, em parceria com a Bed Med  focado em temas ligados ao bem estar e saúde da mulher.

Engana-se quem pensa que gravidez requer repouso total. Essa recomendação é aplicada somente para gestações de alto risco, caso contrário, praticar atividades físicas durante esse período, pode ser benéfico tanto para as mamães quanto para o bebê, e consequentemente para o corpo.
No entanto, os exercícios físicos podem ser realizados apenas após o terceiro mês de gestação, isso porque para os primeiros meses a probabilidade de aborto espontâneo é maior, sendo necessário um cuidado extra nessa fase. Entretanto, após o período estabelecido as práticas podem ser iniciadas de acordo com as orientações do ginecologista obstetra responsável.

Para mulheres que não tinham costume de praticar exercícios físicos, é importante que o início das atividades seja de maneira cautelosa, respeitando seus limites. As atividades físicas, independente da fase, devem seguir algumas restrições como:

  • Fazer repouso de 20 min entre cada série;
  • Verificar sempre os batimentos cardíacos, não podendo ultrapassar de 140 por minuto;
  • Se hidratar constantemente;
  • Estar atenta a qualquer sintoma diferente no corpo;
  • Para as atividades aquáticas como natação e hidroginástica, verifique a temperatura da água, não ultrapassando de 30 graus.

Para todas as práticas físicas é importante deixar seu ginecologista avisado para que assim,  o acompanhamento seja mais criterioso e recomendável de acordo com seus limites.

4 exercícios para praticar durante a gestação

Devido às alterações emocionais durante a gestação, é natural que a mulher fique mais emotiva e propensa ao estresse, por conta das alterações hormonais. Com o fato dos exercícios físicos elevarem a produção de endorfinas – substância que dão sensação de bem-estar –, as atividades são indicadas para que as futuras mamães fiquem mais relaxadas e achem uma maneira de colocar seus hormônios para fora.
Veja quatro exercícios físicos mais praticados durante a fase gestacional:

  1. Alongamento: para algumas pessoas o alongamento não passa muita credibilidade por parecer uma atividade simples. Porém, eles são ótimos para o alívio de dores nas costas, além de aumentar a circulação sanguínea. Ele ainda diminui o inchaço nas pernas, ajuda na prisão de ventre e a alivia os gases que são comuns durante a gravidez.
  2. Hidroginástica: práticas realizadas dentro da água são saudáveis para a gestante, pois dão a sensação de relaxamento, reduzem o peso e evita problemas de lesões e quedas. A hidroginástica ajuda a diminuir inchaços, dores lombares, fortalecimento do abdômen e no músculo do períneo, o qual ajuda no trabalho de parto.
  3. Ioga: além da conexão com a parte interna que a ioga proporciona, o método ajuda também na postura, no alongamento e tonificação dos músculos, flexibilidade corporal, relaxa as articulações e ativam a circulação.
  4. Musculação: a modalidade está liberada para as gestantes principalmente para aquelas que já exerciam anteriormente. Sendo excelente para fortalecer e tonificar os músculos mais afetados pela gestação: pernas e costas. Ajuda ainda no controle de peso, evita a formação de varizes e aumenta a resistência cardiorrespiratória.

Apesar dos benefícios causados pelas práticas esportivas serem grandes, é importante que seja iniciado apenas com autorização do médico responsável. Nesse período, é imprescindível seguir as recomendações médicas e também todos os cuidados estabelecidos para a sua segurança e a do bebê.

O bem estar passa mesmo por aqui!

A Família e o bem estar, a base que não pode quebrar!

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A estabilidade emocional,  o desenvolvimento cognitivo adequado, a integridade psicológica, são comprovadamente a base estrutural do indivíduo; por sua vez a família como instituição mais antiga da História da Humanidade, tenha o formato que tiver, tem um papel fundamental no crescimento de qualquer criança. É nela que o ser se desenvolve criando sua base de conhecimentos e de interpretações do mundo que influenciarão por toda a sua existência, com interferências interpessoais em todas as áreas. Sim, a família é uma base estruturante que não pode quebrar!

É essencial que pais e mães compreendam que, por maiores que sejam os desafios da criação de filhos e da vida a dois, é imprescindível abrir mão de vaidades, rancores e egoísmos em prol da educação infantil. É preciso, sim, que limites sejam estabelecidos e respeitados, mas também que o amor pela criança, carinho, cumplicidade e dedicação prevaleçam acima de qualquer situação de conflito entre os casais.

Famílias que têm consciência de seu papel no desenvolvimento dos filhos e valorizam eventos em conjunto, respeitam datas, eventos e comemorações, e são capazes de manter um clima calmo mesmo quando há conflitos de interesses produzem seres humanos mais tranquilos, com melhor noção do seu espaço no mundo, mais seguros de si e mais estáveis emocionalmente, capazes de tornarem-se adultos bem sucedidos emocional e profissionalmente.

A influência da família é inegável desde a primeira infância, quando o conjunto de habilidades cerebrais e mentais começam a se desenvolver com maior aporte de informações e conhecimentos que estarão presentes em toda a sua vida futura. Mas não é “apenas” uma questão de responsabilidade; manter a família presente é uma questão de amor aos filhos. Superar desavenças com o parceiro, evitando colocar a criança em um jogo de escolha entre um e outro no caso de separação em litígio pode não ser a situação mais fácil, mas com certeza é a mais favorável para um crescimento sadio e a formação de um adulto em equilíbrio.

No entanto, apesar do apoio familiar ser essencial, há que se ter cuidado, também, com os exageros, evitando a superproteção que pode acabar gerando indivíduos inseguros e despreparados para lidar com os problemas que o futuro reserva. É preciso encontrar um meio termo entre interesses pessoais, expectativas, desavenças conjugais, culpa, excesso de cuidado – e muitas vezes é preciso apoio profissional para adequar a realidade às necessidades de todos.

Uma família bem estruturada é capaz de gerar indivíduos plenos, conscientes de seu lugar no mundo e capazes de enfrentar os desafios naturais da vida. Ela é, na realidade, a forma de transformar o mundo em um lugar melhor através de crianças que se tornem adultos sadios e emocionalmente estáveis.

O bem estar também passa por aqui

Thaiana Brotto

A Drª Thaiana Brotto (CRP 06/106524) é pós-graduada em Terapia Comportamental e atende na clínica Psicólogos Berrini

Como reduzir o estresse e aumentar o bem estar no dia-a-dia!

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Blog do bem estar - Como Reduzir o Estresse do Dia

É claro que para qualquer pessoa que more em uma cidade grande, onde o estresse vem aumentando exponencialmente, você pode pensar que está tudo bem, que você já se conformou com isso e pode viver assim, mas o grande problema é que o seu corpo não se conformou. Com o tempo o corpo vai acumulando toda essa tensão que se vive no dia a dia e as complicações sempre acabam por aflorar: sem que se aperceba o estresse está afetando a sua saúde provocando a hipertensão, males cardíacos, aumento de peso, além de provocar com frequencia inflamações na pele e desencadear algumas doenças cutâneas como é o caso da psoríase, por exemplo.

Pensando nisso, deixamos aqui como sugestão algumas atitudes e atividades que podem tornar o seu dia-a-dia mais tranquilo.

  • Evite dirigir nos horários de pico

Você não é obrigado a passar horas atrás de um volante ou dentro de um ônibus/metrô espremido, tente entrar a sair do trabalho em horários mais variados.

  • Saia mais

Está comprovado que fomentar amizades e o convivio com os amigos aliviam ansiedade e estresse. Tente sair mais durante a semana, pelo menos uma vez por semana saia com pessoas que não trabalham com você. Mudar de ares é sempre bom.

  •  Tenha um tempo dedicado só para você

Use esse tempo para ir na academia, ler um livro, ver uma série ou algo que seja só para você. Viver exclusivamente para o trabalho, faculdade, cuidar dos outros começa a ser exaustivo. Você precisa relaxar.

  • Esqueça o celular

Uma das coisas mais impressionantes dos dias atuais é o uso do celular. Mesmo estando num bar com os amigos as pessoas sentem a necessidade de ficar digitando no aparelho. Aproveite a companhia, deixe para falar com as pessoas depois

  • Trabalhe segundo seu contrato

Depois de sair do escritório, não continue trabalhando. Não é seu dever ter aplicativos de email no celular para continuar respondendo emails durante a noite toda. Claro, emergências acontecem e você pode usar esse recurso, mas emergências são eventos pontuais e não diários.

O seu bem-estar passa por aqui, a sua saúde agradece!

 

Luisa Andrade Rodrigues

WSI Consultoria

Ao encontro do Bem-Estar nos últimos anos de vida

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By António Cortez de Lobão

Fiz 88 anos em Outubro de 2010; felizmente a falta de saúde nunca foi problema que ocupasse em permanência o meu espírito… É certo que com o correr dos anos foram aparecendo algumas “mazelas”, mas tanto quanto julgo saber não acarretam nem perigo de morte nem iminente perigo de vida. Reformei-me há vinte e quatro anos e enviuvei dois anos depois, em 1989. Foram dois golpes seguidos que me abalaram fortemente mas não me deitaram abaixo; ainda com “genica” reagi quanto pude e acabei por me adaptar à nova situação de «viúvo-reformado». Com 6 filhos casados, todos com descendência, o número de netos foi crescendo mas estabilizou, segundo creio, com a chegada da Martinha, quando atingiu os 21. Todos, filhos e netos, têm-me dado a ajuda possível, mas como perdi a companheira permanente acabei por me habituar a viver só. Por volta dos meus 70 anos ainda um ou outro filho me perguntava «porque é que o pai não casa outra vez? Com a sua idade arranjava facilmente nova companheira…». Mas não, fui feliz no primeiro casamento, com mais de 70 anos não quis arriscar… tanto mais que tinha muita coisa programada na cabeça para fazer após a reforma e um novo casamento podia acarretar impedimento para muitas ou algumas delas. Havia ainda muito que gostaria de fazer e entretanto passaram mais de 20 anos! Eis o que me tem ajudado a viver o meu “bem-estar” porque só assim faz sentido…

1 Viajar com tempo entre amigos. Tive oportunidade de realizar numerosas viagens profissionais por todo o Mundo mas estes anos tenho viajado com um grupo de amigos que todos os anos organiza uma viajem. Fomos a Israel, Jordânia, Itália (várias vezes), Irlanda, Polónia, Brasil, Argentina, Rússia, etc.

2 Actualizei os meus conhecimentos informáticos, comprei o meu primeiro computador portátil (1991) e desde então, claro, já tive vários! Informatizei a minha biblioteca particular que conta hoje mais de 7500 títulos e organizei o arquivo familiar inventariando a documentação com interesse histórico guardada em arcas antigas na casa de família de forma a que possa ser consultada. Levei anos a lê-los documento a documento, alguns de leitura difícil!

3 Resolvi escrever as minhas Memórias o que me ocupou parte da minha vida de “viúvo-reformado”. Foram anos a escrever seiscentas e tal páginas de Memórias mas foi um exercício de “recapitulação” da vida que me deu grande prazer.

4 Andar e fazer ginástica (o desporto da minha idade) e ter um regime alimentar adequado à minha idade. Tenho um divertículo que torna complicada a ingestão e digestão por isso tenho de comer especialmente devagar. Tomo um pequeno-almoço de cereais e fruta, um almoço com sopa, carne ou peixe e vegetais e ao jantar um chá e torradas ou uma sopa.

5 A leitura sempre preencheu bastante o meu tempo por isso tenho um Biblioteca grande! Interessam-me muitos temas desde a História, Economia, Politica, Religião, etc.

6 Manter o contacto frequente com amigos tem sido muito importante. Com os colegas do meu curso de Agronomia (1945) por exemplo, continuamos a reunir todos os anos. Como muitos colegas já desapareceram e outros vão ficando pelo caminho, resolvemos passar de um para dois almoços por ano. Mantenho o contacto e combino programas com diversos amigos, aqueles que ficam para a vida, inclusivamente alguns com quem trabalhei durante anos. Mas é igualmente importante o contacto estreito com a família – 6 filhos, noras, genros e 21 netos, sem esquecer a família que resta do “meu tempo”, agora representada unicamente pela minha cunhada Maria Margarida, com 92 anos, que visito quase todas as tardes durante meia a uma hora e com quem converso entre outras coisas acerca do nosso tempo e da gente do nosso tempo…

Detalhes do bem-estar feminino

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By MAC, A Vida em Azul Cueca

Nós mulheres gostamos de compras, não dá para negar e não acredito nas que dizem não gostar, não sei porquê, mas não acredito. Mas compras para nós não é uma ida ao supermercado, isso não são compras, pronto, é uma obrigação e nada mais. Eu, por exemplo, não gosto de ir a supermercados, de tal maneira que encomendo online tudo quanto os prazos de validade me deixam e atirei para trás das costas aquelas idas, põe no carrinho, empurra um cheio, deixa ao pé da caixa, vai buscar outro e enche, põe tudo no tapete da caixa, põe em sacos, leva um carrinho para o estacionamento, carrega carro, vai buscar 2º carrinho, carrega carro, chega à porta de casa, estaciona, tira do carro, carrega, arruma.

O que nós gostamos mesmo é de comprar roupas, sapatos, malas e perfumes, dá-nos prazer e temos sempre boas desculpas, porque a moda mudou – a melhor de todas – porque perdemos peso e merecemos celebrar o nosso novo eu – outra inegavelmente boa – porque está em saldos, porque nos falta uma peça para completar um conjunto, porque “não temos nada para vestir”, porque estamos deprimidas e precisamos de elevar a moral – e nós deprimimos todos os meses – porque precisamos de qualquer coisa para assinalar uma data, ou uma comemoração, ou porque sim.

A verdade é que uma ida às compras faz muito pelo nosso ego e disposição. Entrar numa loja cheia de pecinhas lindas e provar e gostar, ou não, e carregar sacos, aquele cansaço tão bom, e chegar a casa, cortar-lhes as etiquetas, por para lavar, e secar na base da rapidez para estrear e usar [nem que seja só uma vez], faz-nos melhor do que mil anos de terapias. Mesmo quando apelidamos a roupa de trapos, ou trapinhos, não acreditem no aparente desprezo que lhes queremos estampar, quando o fazemos é só para mostrarmos a nossa supremacia intelectual sobre coisas que uma sociedade conotou de menores, nada mais. É inegável, uma boa sessão de compras é muito estimulante, mas como nem sempre é possível, diz que é a crise e tal e coiso, até só a compra de um baton nos deixa animadas [não é por acaso que as vendas de batons disparam nas épocas de recessão].

A sociedade continua a ser sexista perante tão nobre actividade, ao imprimir-nos etiquetas de futilidade e outras pérolas, e filmes como “Confessions of a Shopaholic” não merecem grandes elogios, mas a achar muito normal uns Rambo’s e que tais, só que comprar trapos é uma actividade tão válida como assistir a um jogo de futebol. Mas, pronto, nós mulheres somos um bocado estranhas. É verdade. Passamos a vida preocupadas com o que comemos, com o que vestimos, com o que sentimos, com o que precisamos e com o que gostamos. Preocupamo-nos demais. Até a roupa para andar em casa constitui um problema. Tem de ser confortável, mas gira, porque podem bater à porta e há sempre aquela imagem que gostamos de manter. Por isso vamos às compras.

Doris May

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By Maria Ribeiro Ferreira
Life & Executive Coach
mariarf@mindspring.com

Doris May, uma senhora de oitenta anos e cabelo grisalho, estava sentada no terraço da sua casa no campo. Algo que fazia parte da sua rotina habitual da tarde era beber o seu “Earl Grey cup of tea” – um costume inglês que nunca deixou. Esta senhora era a minha avó. Essa é a imagem que gosto de usar para a recordar. A minha avó era uma mulher sábia e amada pela maior parte das pessoas à sua volta. Ela ensinou-me imensas coisas as quais pratico regularmente hoje. Incluem a arte de escutar, a arte da compaixão e a arte da generosidade.

Sempre que a visitava, convidava-me a sentar-me com ela no seu ritual do chá. Ela fazia-me muitas perguntas, que me faziam sentir muito querida e ouvida. Era divertido falar com ela; tinha sempre comentários apreciativos sobre as minhas aventuras. São memórias que ficaram claras e vividas até hoje. Ainda me consigo lembrar do ar quente daquelas tardes de verão e o cheiro a mel que vinha da Madressilva que ela plantara no jardim. Sentia que pertencia ali e que era sempre bem-vinda. Aprendi com ela que escutar era o primeiro passo para transmitir bem-estar às pessoas.

Nesse tempo, eu visitava a minha avó pelo menos uma vez por semana. Numa dessas tardes contei-lhe que estava zangadíssima com a minha mãe. “Como sabe, avó” disse, “a Mãe nunca me entende e parece que nunca a consigo agradar. Ela riu-se de mim ontem, quando eu lhe disse que sentia que tinha imenso amor dentro de mim e que não sabia como partilha-lo.” A minha avó olhou-me com imensa atenção e depois de um momento disse-me que todos nós temos diferentes capacidades e só porque a minha mãe não me conseguia entender não significava que não me amasse. A compaixão, explicou, é sentir o amor que alguém nos dá, mesmo que não o recebamos na forma que gostávamos.

Os conceitos que ela tentou passar-me eram muitas vezes difíceis de assimilar. Esforcei-me bastante por conseguir integrar o significado da compaixão. Julgo que não entendi por completo naquela altura, mas a vida foi-me mostrando como posso praticar os ensinamentos da Avó Doris. Com a compaixão veio a generosidade – parecem estar muito próximos. Conforme fui praticando a compaixão, senti que me ia tornando generosa praticamente sem esforço. Estava a moldar o meu carácter devagar e a tornar-me numa pessoa melhor. Ao longo do tempo fui conseguindo apreciar o amor da minha mãe e a sua forma de o expressar.

Pierre Teilhard de Chardin disse: “A coisa mais satisfatória na vida é ter conseguido dar uma grande parte de mim aos outros”. Ele quis dizer que ao dar, recebemos. A minha avó deu-me tempo a mim e a todos os que quiseram. Eu hoje pratico o que ela me ensinou e sinto alegria imensa ao dar e estar disponível para os outros. Ela morreu entretanto, mas as suas palavras, o seu sorriso, a sua sabedoria e o seu abraço quente ficaram na minha memória para sempre.

A criança que silenciou o Mundo nas Nações Unidas

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By Maria Ribeiro Ferreira
Life & Executive Coach
mariarf@mindspring.com

Este assunto é ainda em 2011 da maior importância para a nossa vida hoje. Foi ouvido em 1992 pela primeira vez….

As crianças precisam de ser mais ouvidas e mais consideradas.

Severn Suzuki nasceu e cresceu em Vancouver e tem estado a trabalhar em assuntos relacionados com o ambiente e a sociedade desde a sua infância. Com 9 anos, ela e alguns amigos começaram uma Organização Ambiental para Crianças (ECO – Evironmental Children’s Organization), um grupo pequeno de crianças comprometidos a aprender e ensinar outras crianças sobre assuntos ambientais. Viajaram em 1992 às Nações Unidas durante o “Earth Summit”, onde a Severn, então com 12 anos, fez um poderoso discurso que afectou profundamente (e silenciou) alguns dos leaders mais eminentes do mundo. O discurso teve tanto impacto que ela tem sido uma convidada frequente a várias conferências das Nações Unidas.

Sê a Mudança que queres ver no Mundo!!!
Mahatma Ghandi

Ler o discurso aqui.

A sazonalidade do corpo

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By MAC, A vida em Azul Cueca

Agora até ao Verão, é um pulinho e com ele, as férias mais desejadas do ano. Passeios na praia, banhos de mar, bronzes, petiscos ao final do dia, noites na esplanada sem pensar em mais nada, mas com o Verão vêm também os biquínis e há que estar em forma.

Só que a forma não se consegue com entradas lá para a Primavera nos ginásios, tem que ser um trabalho/prazer contínuo. Obviamente que esta população que todas as Primaveras surge nos ginásios, volta a desaparecer em Outubro e é a mesma que faz as dietas expresso e toma um sem número de drogas para emagrecer. A única razão que os move é a procura da solução rápida de estar bem na praia dentro daquele fato de banho, que ainda não percebeu que a Barbie é um ideal de mulher, mas não passa de uma boneca e que a percentagem de pessoas bonitas e perfeitas é minúscula e deve-se a factores genéticos, não há ginásio nem bisturi que façam milagres, em alguns casos dão uma ajuda, mas o essencial já lá estava.

Tenho alguma dificuldade em perceber esta forma de estar e o conceito de sazonalidade do corpo, ou seja, só devemos estar em forma em algumas épocas ou ocasiões? Então, é só para nos exibirmos? Enquanto andamos tapados com casacos e agasalhos não é preciso? Não haverá aqui uma forma de engano? E aquela história da auto-estima e saúde?

Não vou ao ginásio para ficar mais magra, ou abater a bóia, essa já eu percebi que veio para ficar e, muito honestamente, já lhe ganhei alguma afeição, pronto, se ela quisesse desaparecer, assim que por artes mágicas, pois que lhe ficava muito agradecida, mas não, parece que ela não está numa de me deixar, portanto o melhor é tornarmo-nos amigas. Eu vou ao ginásio, porque o exercício me faz sentir bem e porque tenho medo de ficar velha e não me conseguir mexer, porque não tenho receio de envelhecer – seria uma batalha inglória – como nunca farei plásticas, porque tenho miaufas para lá de histéricas de agulhas, de cortes na cara e estica aqui, insufla ali e que me injectem químicos que me paralisam os músculos e que me ponham bolsas, é verdade, por isso vou envelhecer e vou ter rugas.

Da velhice, quero conseguir apertar os sapatos, que por aquelas alturas, já devem ser de atacadores, sei lá eu porquê, mas apetece-me, e não ficar dobrada a meio, à espera que uma alma caridosa me ajude a retomar a posição vertical. Da velhice, só quero conseguir levantar-me todas as manhãs da cama, sem esperar sentir os ossos todos e músculos a reclamarem. E da velhice não quero ter cara de osga, quero ter cara de velha, pescoço de velha e corpo de velha, mas com qualidade real e dos anos reais que vou ter e aparentar.

Depois há mais umas tantas que dão muita saúde mental, ah pois é. Não adianta tentar ter um corpo saudável e esquecer a cabecinha. Afinal é ela que manda nisto tudo. Ler muito, muito cinema, teatro, muita música, exposições, viajar, conhecer, ver.

Bom, ainda em relação ao exercício, parece que somos nós e mais um milhão de portugueses. Pois é, por acaso acho estranho, mas estatisticamente neste momento há 1 milhão a fazer exercício regularmente.

Relacionamento e o Bem-Estar

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By Maria Ribeiro Ferreira
Life & Executive Coach
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O Bem-Estar está relacionado com o nosso estado interior, com a forma como nos sentimos a cada momento. Normalmente chamamos a isto o nosso estado de espírito. A maior parte das vezes parece-nos que tem a ver com aquilo que nos vai acontecendo. Se o meu carro se estraga fico maldisposta ou se está um dia lindo e posso passear fico bem-disposta. Na realidade não são os acontecimentos externos que nos trazem a boa ou má disposição mas sim o nosso estado interior que nada tem a ver com o que acontece à nossa volta.

A verdade é que a alegria não é criada como resultado de algumas condições. Algumas condições são criadas como resultado da alegria. A alegria assim como a paz e o amor vêm do interior e afectam as nossas acções. Lembram-se do dia em que se apaixonaram pela primeira vez? Ou o dia em que nasceu o vosso filho ou filha? Lembram-se como se sentiam? Provavelmente conseguem lembrar-se de como foi conduzir o vosso carro nesse dia. Seguramente os outros carros não vos preocuparam minimamente. Parecia que tudo estava bem…

Como seria viver sempre com esse Bem-Estar geral sempre? A pergunta não se isso é possível, mas sim como conseguir manter-me equilibrada/o mesmo que tudo à minha volta rua. Para isso preciso de aprender a relacionar-me comigo, a conhecer-me melhor. Quando conhecemos alguém, os seus defeitos e qualidades, sabemos como tratar essa pessoa. Normalmente connosco não fazemos isso. Conhecer-me melhor é uma arte que se aprende e se pratica. A forma de o fazer é seguindo a linguagem dos meus sentimentos, forma como me sinto perante as circunstâncias da vida. E mais importante aprender a perdoar-me quando falho.